Meta de Abril substituta – Amor de Perdição

Camilo-bio1Amor de Perdição de Camilo Castelo Branco, em substituição à minha meta de 2016

Primeiro vamos situar você, amigo leitor. Eu tenho uma meta de leitura que me dei em 2016, cujo link está aí em cima. Neste mês de Abril estava previsto o livro O Idiota, de Fiódor Dostoiévski. Não encontrei nos sebos da cidade e nem nas bibliotecas. Então soltei a publicação avisando que haveria alteração, no mesmo dia encontrei o livro em Ebook e passei a lê-lo.

Livro legal, leitura fluindo e eu de olho que a porcentagem lida, que fica logo abaixo no Kindle, demorava a mudar. Cheguei no segundo capítulo e chegou em dois porcento. Procurei na internet pelo número de páginas do livro físico e descobri que por pouco não chega a 700.

Eu consigo ler 700 páginas, mas não em tão pouco tempo tendo família, trabalho e faculdade.

Então no lugar farei a resenha de um livro clássico da literatura portuguesa, o mesmo que fiquei responsável por explicar para os alunos na primeira regência que fiz no estágio da faculdade. Hoje falaremos de Amor de Perdição, de Camilo Castelo Branco.

Amor de Perdição foi escrito pelo Camilo Castelo Branco em 1861, auge da era ultrarromântica e em um período em que o autor estava preso por adultério. Em exatos 15 dias Camilo refez a história de Romeu e Julieta com pinceladas portuguesas e absorvendo o que era o movimento romântico naquela época.

O primeiro fato que se pode falar sobre o romantismo é o amor exacerbado e a inclinação trágica típica dos autores ultrarromânticos. Uma história dessa sem uma amor impossível e sem mortes não é possível. E dessa forma é contada a história de Simão, filho de Domingos e Rita, que se apaixona por uma menina chamada Teresa, que assim como a clássica Julieta de Shakespeare, tem apenas 15 e pertence a uma família rival.

Teresa, que mora ao lado também é a típica heroína romântica. Devota toda a sua vitalidade para com Simão e é correspondida. Porém como tudo não são flores, os pais dos dois apaixonados descobrem e acabam por afastá-los. À Teresa fica a opção de casar-se com um primo, chamado Baltasar, ou o convento. Decide pela última e continua a se corresponder com Simão.

Porém a narrativa não vive só do triângulo amoroso entre Simão, Teresa e o Baltasar. Outro triângulo se forma com o aparecimento de Mariana, apaixona-se a tal ponto por Simão que prefere ajudá-lo a ficar com Teresa, pois assim ele ficaria feliz.

Ao todo no livro morrem seis pessoas. O mesmo número de mortes em Romeu e Julieta, sendo a última morte a mais impactante. A grande diferença é o público ao qual é destinado, enquanto o Bardo tinha uma certa aversão a tudo o que era povo, Camilo escreveu para a emergente classe burguesa de Portugal. Camilo narra um folhetim de amor levado às últimas consequências, tanto que dois personagens da trama morrem por terem amado demais.

Um livro bem recomendado de um período muito importante da literatura mundial e escrito pelo primeiro autor português a conseguir viver de seus escritos.

 

400 anos da morte Shakespeare

William-Shakespeare.jpgoje é dia dO Bardo. Há 452 anos nasceu William Shakespeare e nos deixou a 400 anos atrás. Escreveu 38 peças, 154 sonetos e dois poemas narrativos, sua obra é alvo de estudos até hoje graças a suas metáforas e multi-sentidos que transformam o entendimento do texto dependendo do conhecimento do leitor.
Suas mais famosas peças: Hamlet, Rei Lear, Romeu e Julieta, Otelo, Sonhos de uma Noite de Verão, Macabeth, o Mercador de Veneza e A Megera Domada, são fundamentos da cultura pop tão enraizados que mal percebemos.
Hamlet inspirou a história do Rei Leão, assim como A Megera Domada é a base do filme 10 Coisas que eu Odeio em Você. Frases como “Ser ou não ser, eis a questão” e “Há mais coisas no céu e na terra, Horácio, do que sonha a tua filosofia.” (O “vã”, geralmente encontrado em traduções para português não está no texto original), “Um cavalo, meu reino por um cavalo”, “Nossos corpos são como jardim, e nossas vontades os jardineiros” são até hoje citadas à exaustão.
Criador de 1700 palavras do idioma inglês, inspiração para Schopenhauer, Freud, Goethe e Machado de Assis, torna difícil imaginar o mundo sem a obra de Shakespeare, mas podemos dar asas à imaginação e dizer que provavelmente seria mais chato e menos criativo.

Deu ruim para a Meta de Leitura

Neste mês estava programado a leitura de O Idiota e Fiódor Dostoiévski, porém não consegui achar o livro em sebos ou bibliotecas perto de mim. Logo não poderei lê-lo e fazer a resenha.

Provavelmente adiantarei algum livro ou trocarei por outro clássico, provavelmente Hamlet, que já li duas vezes neste ano.

Meta de Leitura – 2016

Leio sim, pois não me parece útil não ler.

Diferente de muitas listas que circulam com a quantidade de livros a serem lidos, farei em 2016 algo que tenha qualidade. Então esse ano lerei clássicos segundo a recomendação do Professor Leandro Karnal em sua página no Facebook e mais algumas indicações de clássicos da literatura mundial. Tive que jogar Homero para Julho e e Dezembro, quebrando a sequência grega, pois sei que serão muito densos para se ler enquanto faço a faculdade.

Um clássico por mês.

Janeiro – Antígona, de Sófocles

Fevereiro – Prometeu acorrentado, de Ésquilo

Março – Édipo Rei, de Sófocles

Abril –  O Idiota, de Fiódor Dostoiévski

Maio – Robson Crusoé, de Daniel Defoe

Junho – Tom Jones, de Henry Fielding

Julho – Odisseia, de Homero

Agosto – Madame Bovary, de Gustave Flaubert

Setembro – Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis

Outubro – O Estrangeiro, de Albert Camus

Novembro – O Evangelho Segundo Jesus Cristo, de José Saramago

Dezembro – Ilíada, de Homero

 

Essa será minha lista de leitura clássica. Fora esses manterei minhas leituras “por fora” como de costume. Assim que acabar cada uma pretendo fazer um pequeno resumo (ou resenha, depende do que me parecer melhor) e colocar aqui no blog.

E você? Qual é seu desafio para 2016?

Ps: Acompanhe o Leandro Karnal. De nada.

 

 

Regras claras para escritores

Estava eu calmo e tranquilo navegando por esse mar digital quando me deparei com 8 regras de etiqueta da escrita, do autor Felipe Castilho, compartilhado sabiamente por um comparsa de letras do meu Facebook. Ao ler o texto deveras elucidativo, e recomendado, resolvi eu também criar minhas regras para a escrita. (Com um humor um pouco mais ácido, é claro)

 Regras indispensáveis para escritores por Pedro Moreno

1º O mundo é teu. Não existe outros autores ou outros livros. Tudo gira em torno de seu gênio e de tua obra. Conte apenas sobre o seu livro e a mais nova resenha elogiosa que recebeu. Essa regra apenas não vale se…

2º … Houver um autor que goste de você. Caso algum autor o admire, você pode também o admirar. Como uma troca, justa de favores intelectuais, logo vocês dois se tornam uma dupla de autores geniais, é claro que essa regra não se aplica caso…

3º … O autor seja realmente famoso. Gostar de autores famosos pode, e deve. Principalmente para criar aquela empatia com teu público que é…

4º … Teu combustível. Imagine que você é um carro, mas não um qualquer. Você é aquele Opala cinza, 8 canecos que bebe gasolina de tal forma que as ações da Petrobras disparam quando você encosta seu carango em um posto de gasolina. Para chegar ao estrelato, cujo caminho é longo, você precisa de combustível e seus fãs serão a salvação…

5º… Exceto, é claro, que você realmente tenha feito uma obra-prima. Aí não tem jeito, ninguém vai te compreender ou sequer gostar do teu livro. Viverá uma pindaíba grande e só ganhará alguns trocados com serviço de revisão ou ghost-write. Quando enfim você morrer e terem passadas algumas décadas é que teu valor literário será enfim reconhecido. Antes tarde do que nunca, afinal!

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